Itamambuca, o Pico que respira surf!
 
Ubatuba é uma surf trip por sí só e a fauna e a flora são de impressionar.
 
 
Itamambuca por @filipidelvalle 
 
Ubatuba é conhecida como a capital do surf do Estado de São Paulo, contando com 102 praias, incluindo ilhas. Com geografia bastante "recortada",  Ubatuba oferece tipos de ondas diferentes entre as praias, recebendo swells de diferentes direções e com ondas de qualidade e diferentes formações. Observando o mapa geográfico, percebe-se que Ubatuba está mais para fora do continente ao comparar com os outros municípios litorâneos do Estado de São Paulo, beneficiando as ondas.
    
Itamambuca é um local especial da cidade mais surf do Estado. Sabe aquele local imaginário que recebe swell de várias direções, mantém tamanho e oferece aquelas pistas emparedadas e alinhadas com frequência? Este lugar é Itamambuca. A praia recebe ondulações de sul, sudeste e leste, porém funciona melhor com swell de quadrante sul. Com ondas fortes de qualidade internacional, Itamambuca é o lugar perfeito para treinos e competições, a praia já foi palco de diversos campeonatos nacionais e internacionais. As ondas em Itamambuca variam de 2 a 10 pés e nos dias clássicos, rolam alguns tubos. As melhores épocas são o outono e primavera. 
 

O canto direito ao lado da pedra é o canto mais disputado da praia. Esse canto direito também é reconhecido pela qualidade das ondas e pelo localismo. Muitos atletas e surfistas da região respiram surf por ali com altíssima frequência. As bancadas de areia do meio da praia também oferecem pistas alucinantes que quebram para os dois lados. Dá para garantir um surf de linha, alta qualidade e ainda te permite fugir do crowd. Quando o mar está clássico, surfar as melhores ondas requer preparo, paciência, respeito, sangue frio e bom aproveito de oportunidades momentâneas. É preciso chegar com muita calma, saber chegar, respeitar os locais e ter paciência para pegar as boas. Mas, vale a pena! pois cada onda será lembrada eternamente... 

A praia fica a cerca de 15 km do centro de Ubatuba. O acesso é feito por uma entrada principal passando por dentro de um condomínio ou, caso queira conhecer um pouco mais, saindo da BR 101 entrando pela rua Manoel Soares da Silva indo até o rio Itamambuca, onde se pode atravessar a pé quando a maré estiver seca, ou por jangadas e Sup`s disponibilizados por alguns locais que prestam este serviço.    
 
Itamambuca abriga pousadas, chalés e campings. Uma das pousadas mais conhecidas entre os surfistas é o Canto do Dado (link aqui) que além da excelente localização, também possui excelente avaliação no Trip Advisor. Há ainda charmosos restaurantes e alguns poucos quiosques na praia (perto do rio). Em meio ao comércio local, uma parada obrigatória dos surfistas mais antigos e famintos é o Quiosque da Tia Albertina (link aqui) para comer o bolo de chocolate ou de cenoura. Como antigamente não haviam opções para alimentação, muitos surfistas paravam para comer um bolinho e reenergizar. Essa é Itamambuca: pistas para surf de linha em São Paulo, ondas fortes e emparedadas!

 

 O atleta Guilherme Villas Boas (@guivillas) com sua Zampol Z1  por @filipidelvalle 

 
Guilherme Villas, atleta e local do pico tem como shaper Sylvio Zampol, que fabrica as pranchas #DHD, #LSD, e #Annesley no Brasil, além da própria marca Zampol. Gui Villas surfa com as pranchas Zampol há vários anos e o modelo Z1 é o mais usado pelo atleta. 
 
 
Everton Silva (@evertonubatuba) com sua LSD Modern Lover por Felipe Gardelin
 
Sylvio Zampol nos explica que o Gui Villas vem usando as de EPS e PU com rabetas squash e swallow, as mais indicadas para o pico e compartilha que nos dias maiores as round pin funcionam melhor.
 
 
Zampol também comenta que a troca de pranchas depende muito do estilo, peso do atleta, tipo de onda mais surfada e a frequência do uso do equipamento. Para o shaper, locais com ondas mais fortes exigem mais das pranchas que são submetidas a manobras fortes e constantes, essa condição pode diminuir o tempo de vida útil do equipamento. 
 
"Para certos atletas, geralmente se troca de seis em seis meses, as vezes em até menos tempo", explica o shaper. 
 
Zampol acrescenta que sempre avalia outros dois fatores importantes para pensar na troca da prancha, o tamanho de onda e o tipo de onda, "cresceu o mar, cresceu a prancha", finaliza Zampol. 
 
Itamambuca está a sua espera! E você está com o equipamento certo no pé?
 
Entre em contato a Zampol SurfBoards e fale diretamente com o shaper responsável pela produção das DHD no Brasil desde 1999.
 
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Zampol explica que para os atletas que treinam no pico geralmente fabrica pranchas pequenas como 5,8 e 5,10. Mas ressalta que o tipo de prancha sempre depende do local, do tipo de onda, tamanho da onda e das mudanças do atleta.